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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

27 - CASO CLÍNICO 6: MUCOCELE LABIAL EM ADULTO.














Autor:
Santos, Alfredo A.
Graduado em Odontologia - FO-UFBA.
Licenciado em Desenho e Artes Plásticas - EBA - UFBa.
Especialista em Ortodontia e Ortopedia Maxilar - UCCB.
Especialista em Radiologia e Imaginologia FO -UFBA.
Especialista em Microbiologia - FACCEBA.
Pós graduado em Implantodontia - ABO-MOC.
Pós Graduação em Administração em Saúde Pública - UNAERP.
Pós Graduação em Comunicação e Jornalismo - UESB.
Membro Titular do Colégio Brasileiro de Implantodontia (CBI).





RELATO DE CASO CLÍNICO:
A Paciente, 30 anos, leucoderma,sexo feminino, compareceu a clinica ORTODONTO, alegando que uma bolha apareceu do nada, porém achava ser do aparelho ortodôntico que fazia uso há dois anos e estava sem as borrachas nos brakets, tipo bengalinha além da coroa provisória acrílica que quebrou no primeiro pré-molar inferior esquerdo.
Ao exame clínico, notou-se um liquido incolor bem fuído que jorrava de dentro para fora, um derrame de saliva que, após cada aplicação de leserterapia, executada dia sim, dia não, a bolha diminuía de tamanho voltando a crescer novamente nos dias em que não era aplicada a laserterapia.
Após dez dias, optamos pela remoção total, onde a peça cirúrgica foi acondicionada em um pote com tampa, encaminhada para exame histopatológico, fixado em formal a 10%.



DADOS DA LESÃO: Localizada no lábio inferior lado direto, à altura do primeiro pré-molar, com aspecto arroxeado e um tecido de consistência fibrosa transparente, decorrente da esclerose do tecido.









DISCURSÃO:
Mucocele labial, geralmente encontrada em crianças e adolescentes, decorrente da ruptura dos ductos de glândulas salivares menores e em conseqüência da extravasão teciduais adjacentes que pode evoluir para CISTO DE EXTRAVAZAMENTO MUCOSO, ou pela retenção de saliva como conseqüência da obstrução parcial ou total do sistema de ductos gerando CISTO DE RETENÇÃO.
Quando a coleção salivar for superficial, o seu aspecto será de uma cúpula de coloração translúcida ou azulada e de superficie lisa com tamanho aproximado de 10 mm. de diâmetro com consistência fluída, não pedunculado e assintomático.






(Figura 2). Aplicação de Laser.
Com história de remissão e exacerbação, mostra-se com nódulos assintomáticos, podendo ter a superficie de cor esbranquiçada por ação do trauma crônico.
Essa forma clinica da mucocele é semelhante ao fibroma, somente definida com o exame histopatológico para definir o diagnóstico. A localização preferencial da lesão é o lábio inferior, podendo ocorrer na mucosa jugal e no ventre da língua ou após perfuração para instalação de Piercings.

TRATAMENTO:

O tratamento é a excisão cirúrgica para minimizar a possibilidade de recidiva, a glândula salivar deverá ser removida e cauterizada com bisturi eletrônico ou laser para selar os ductos e artérias toda e qualquer injuria deverá ser afastada do local.



TÉCNICA CIRÚRGICA: Iniciou-se com a assépcia pré cirúrgica: lavagem do rosto e das mãos com sabão liquido de Clorexcidina a 2% e em seguida faz-se bochecho com antiséptico bucal de clorexcidina a 0,12% durante um minuto.
A seguir foi feita uma incisão reta transmucosa, para dar acesso a lesão com tamanho de 2 cm. e pinçando a lesão e dissecando com uma lâmina de bisturi nº 15, colocando toda lesão para fora seguida da cauterização com bisturi Eletrônico ponta fina para total remoção da lesão, hemostasia local e selamento dos ductos salivares.
Em seguida foi lavada com soro fisiológico e irrigado com uma solução hemostática de Hemostop e Otosporin Solução Otológica, seguida de sutura em forma de X. com fio de seda 4-0 na cor preta, coberto com Omcilon em orabase, sobre a ferida cirúrgica.



(Figura -3). Incisão Inicial.


(Figura - 4). Pinçagem e Dissecação da lesão.


(Figura - 5). Cavidade pós retirada da lesão.


(Figura - 6).Sutura.


(Figura - 7).Final de Caso.

EXAME HISTOPATOLÓGICO: O material foi enviado para o Laboratório de Patologia Clínica: Micro de Vitória da Conquista - Bahia - Brasil.
Exame histopatológico: ESTAMOS AGUARDANDOO RESULTADO PARA CONFIRMAÇÃO DO DIAGNÓSTICO.


(Figura - 8). Lesão em pote Dappen.


BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:


1. TOMASI, A.F. Diagnóstico em Patologia Bucal. 2 ed. S. Paulo: Pancast. 1989.

2. Harrison JD. Salivary mucoceles. Oral Surg 1975; 39:268-78.

3. Largura LZ, Grando LJ, Raul LH, Gil JN. Remoção Cirúrgica de Mucocele.
Revista da APCD 1998; 52:435-438.

4. Regezi JA, Sciuba JJ. Doenças das Glândulas Salivares.In:Patologia bucal:
correlações clinicopatológicas. 1ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1991:162-205.

5. Shafer WG, Hine MK, Levy BM. Lesões físicas e químicas da cavidade bucal.
In: Tratado de Patologia Bucal. 4 ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1987:486-548.

6. Harold DB. Mucoceles and Ranulas. J Oral Maxillofacial Surg 2003;61:369-378.

7. Carneiro Leão J, Gomes DO. Mucoceles características clínicas e tratamento.
Jornal da Radioface 2001;2:4.A

quinta-feira, 26 de junho de 2008

17 - CASO CLÍNICO 4: ORTO-PERIO-CIRURGICO - DISFUNÇÃO TEMPORO-MANDIBULAR.

Caso Clínico: AINDA MONTANDO O CASO













Santos, Alfredo A.


Paciente I.R. sexo feminino, 65 anos, compareceu na clinica ORTODONTO, queixando-se de suposta labirintite, que acometia há pelo menos dez anos. Apresentava cefaléia , zumbido, dores na coluna cervical,tonturas,vertigens,depressão, ansiedade, insônia e com tensão muscular diagnósticados com a ponta gripp do aparelho de Laser VR KC-611 dentoflex, com o qual fizemos diversas aplicações para relaxamento muscular, da região cervical.
Ao Exame clínico-Anamnésico, destacamos: Péssimo estado de higiene oral,tártaros, placas dura e mole, manchas dentárias enegrecidas e marron (CID. K03.6) , deslocamento da ATM (articulação temporo mandibular) para a direita, disastema incisal superior entre incisivos centrais, crepitação das ATMs, direita e esquerda,desvio de linha média dentária para Esquerda tomando por base a maxila, Vertigem paraxística benigna, ausência de várias unidades dentárias, migração dental severa e giroversão.
Sua aparência, era de uma pessoa triste, infeliz, com enrugamento da fronte, aparência de uma pessoa sofrida e preocupada com insegurança psiquica (ansiedade,depressão e pânico).

PRÉ-TRATAMENTO: Iniciamos o caso com pedidos de Documentação ortodôntica e radiografica (Book-Orthodontic),e exames Laboratoriais de Análises Clínicas: Hemograma, Coagulograma, Tempo de Sangramento (TS), Tempo de Coagulação(TC), Glicemia em Jejum, Teste de Atividade Reumática, para planificar o tratamento orto-cirúrgico, fez-se necessário.

TRATAMENTO PERIODONTAL: profilaxia Ultra-sônica, com pontas finas: redondas e quadrada para remoção dos indutos e das manchas (K03.6),seguida de jato de bicarbonato estabilizado polimento com escovas de Robinson e borrachas abrasivas para polimento,além da prescição magistral do creme dental de Peróxido de Hidrogênio, fórmula da ORTODONTO, que deu uma aparência de dentes limpos e brilhantes. Seguida de aplicações de flúor Gel ácido, mensal após cada profilaxia. E há partir dai a paciente melhorou a auto estima e seu estado Psicológico sofreu uma mudança brusca em sua motivação para iniciar o tratamento, além de medicação prescrita para relaxamento e analgesia.

FOTO - 01 - Início de Caso.



FOTO - 02 - Os dente foram corados com violeta genciana diluída em água.

TRATAMENTO CIRÚRGICO:
Preparamos a paciente para o ato cirúrgico do diastema pois a mesma possuia um diastema muito acentuado, com aumento de fenda na sutura palatina que aumentava dia-a-dia.
Ao recebermos a ducumentação, o laudo radiográfico, descreve presença de cisto naso-maxilar, sendo necessário sua remoção cirúrgica para o fechamento do diastema e sua completa solidificação da sutura óssea maxilar.
Fizemos uma incisão reta na região da linha média superior, da mesial do dente 21 á mesial do 11, seguida de descolamento da papila e frenectomia labial superior, remoção cística com vigorosa curetagem e alisamento ósseo com broca cirúrgica Carbide, irrigada com soro fisiológico (NaCl.9%) seguida da solução de Otosporin + Hemostop.
O passo seguinte foi a sutura com fio de nylon preto 0000, com pontos internos e externos com aplicação de raios Laseres de baixa potência, em torno de 8 joules o que acelera a cicatrização da papila e calcificação óssea. foi sugerido à paciente enxerto ósseo biocerâmico não reabsorvível, mas por rasões de custos, esta opção não foi aceita.

TRATAMENTO ORTODÔNTICO E CONFECÇÃO DOS APARELHOS: Além dos modelos ortodônticos confeccionados pela radiologia, também fazemos, moldagem superior e inferior com hidrocolóide irreversível (Hydrogun Ortodôntico Labor), mordida com Silicona Zetaplus Denso ativados com (Indurent Gel e Oranwash L) e a montagem dos modelos em articulador semi-ajustável para as provas das placas ortopédicas e de relaxamento pois seu vazamento com gesso pedra faz-se necessário para confecção dos aparelhos móveis de suporte e testes dos aparelhos fixos com solda.
Após a cicatrização da cirurgia, iniciamos a colagem de brakets com diferentes angulações e as medidas de acordo a posição do dente para que os mesmos fizessem o auto torque e nivelamento em secção única, o que faria o tratamento andar mais rápido e com maior eficiência.
Confeccionamos um arco parabólico com uma mola de torque continuo mesial para o aparelho superior, esta foi mola foi confecçionada com fio de aço 0,20 temperada com uma máquina de solda Metalvander, o que chamamos de Acastanhamento, para que além do torque contínuo medindo 04 (quatro) onças o que equivale (28.35 X 4= 113,40 g). para esta mola não fraturar e causar Acidente Oral. O aparelho inferior, colocamos um fio redondo de aço 0,20 temperado, cuja parabola confeccionada com torre de contorno e sob o Diagrama de Interlandi, o que nos deu mais referências sobre o desalinhamento da maxila e mandíbula.
As fotos abaixo estão na seguinte sequência:
FOTO - 03 - Início do Tratamento ortodôntico. FOTO - 04 - Tratamento após 60 dias. FOTO - 05 - Tratamento após 180 dias. FOTO - 06 - Tratamento após 270 dias.




TRATAMENTO PROTÉTICO -










































sexta-feira, 14 de março de 2008

9 - CASO CLÍNICO 3 - DOENÇA DE PAGET.

FUNORTE - Faculdedes Unidas do Norte de Minas

DOENÇA DE PAGET

Trabalho Acadêmico do curso de Biomedicina.

Autor: Fabrício Conceição dos Santos

Orientador: Profº. Dr. Alfredo A. dos Santos



DEDICATÓRIA.

Dedico este trabalho à meus pais.





DOENÇA DE PAGET



A doença de Paget é um distúrbio crônico do esqueleto, no qual áreas de ossos apresentam um crescimento anormal, aumentam de tamanho e tornam-se mais frágeis. O distúrbio pode afetar qualquer osso. No entanto, os ossos mais comumente atingidos são: os ossos da pelve, o fêmur, os ossos do crânio, a tíbia, os ossos da coluna vertebral (vértebras), as clavículas e o úmero.

Esta doença originalmente descrita por Sir James Paget em 1877,Doença óssea generalizada de causas desconhecidas, caracteriza-se pela instalação, em época tardia da vida acima dos 40 anos de uma atividade anárquica de osteoclastos e osteoblastos, que leva à distorção e enfraquecimento ósseo. Chamada ainda de osteíte deformante, com maior comprometimento no crânio, por causa o desenvolvimento do crânio e da pressão nos nervos cranianos, é comum o envolvimento bucal e os maxilares são frequentemente afetados, a maxila é afetada mais frequentemente do que a mandíbula, os dentes podem migrar e, ocasionalmente, exibir mobilidade migrarem e formar diastemas, Em desdentados total há aumento do bordo alveolar e apresenta dificuldades no uso das dentaduras pois há perda progressivamente da estabilidade protética.



ETIOLOGIA

A causa é desconhecida, porém a distribuição errática da moléstia, confirmada em numerosas pesquisas, pode ser compatível com uma influência do meio ambiente, sobreposta a susceptibilidade genética. A prevalência de lesões radiográficas vai desde quase 8% dos pacientes acima de 50 anos em Lancashire, Reino Unido, a apenas 1% na Geórgia, Estados Unidos, e 0,4% na Suécia. Em 14% dos relatos foi confirmado histórico familiar, nestes, casos esporádicos (57 anos), No Brasil estima-se que 80.000 pessoas sofram desta patologia ainda sub diagnósticada.

Um processo viral latente poderia desencadear a doença em pacientes geneticamente suscetíveis; essa hipótese baseia-se na identificação de inclusões nucleares e citoplasmáticas compatíveis com nucleocapsídeos virais (grupo paramixovírus: sarampo, raiva canina) em osteoclastos de indivíduos com doença de Paget. Além disso, a ultramicroscopia mostra inclusões nucleares que lembram paramxovirus. Em alguns pacientes também foram encontrados antígenos de vírus sincicial respiratório e paramixovirus.

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS, RADIGRAFICAS E MICROSCÓPICAS.

A doença de Paget aumenta em prevalência com a idade. Pode se originar num único osso, mas torna-se-á poliostóstico em quase 90% dos casos. Os principais ossos envolvidos (em ordem decrescente de freqüência) são as vértebras lombares, sacro, crânio, fêmur, tíbia, clavícula, úmero o costelas. Quando o crânio é afetado, o calvário é consideravelmente mais envolvido do que o esqueleto facial, porém a doença mandibular é rara.

Os ossos se espessam, porém se enfraquecem, fazendo com que ossos longos se destorçam sob o peso do corpo. Em doença da abóbada craniana o osso torna-se grandemente espessado e aumentado; a diferenciação entre as placas interna e externa é progressivamente perdida e o espaço do diploé torna-se obliterado. O envolvimento dos ossos temporais pode levar à surdez; os ramos ópticos e 8° podem ser comprometidos.

A instalação na maxila provoca um aumento do terço central da face, até se sobrepor ao terço inferior. Os rebordos alveolares tornam-se grosseiramente espessados, arredondados e amplos, com os dentes espaçados. O aumento de vascularização nos ossos atingidos pode fazer com que a pele suprajacente se aqueça; a dor óssea poderá ser severa em estágio ativo.

Radiograficamente a doença da abóbada craniana mostra áreas de radiolucência irregulares, porém bem definidas (osteoporose circunscrita) nos estados iniciais. Mais tarde, áreas de esclerose se estendem para produzir a típicas opacidades em flocos de algodão. Nos estados iniciais da patologia evidencia uma radiolucência irregular, e progresivamente muda para radiopacidade e finalmente observa-se áreas densas, irregulares radiopacas que se assemelham a flocos de algodão.

Os dentes mostram hipercimentose, calcificação da polpa dentária e perda da lâmina dura.

Nos maxilares pedem o padrão trabecular e áreas de radiolucência são substituídas pela imagem em floco de algodão. Nos estágios iniciais perde-se a lâmina dura e a reabsorção periapical pode imitar infecção. Mais tarde surge, tipicamente, uma ampla hipercementose. Outras condições nas quais há perda da lâmina dura são o hiperparatireoidismo e a displasia fibrosa.

Do ponto de vista microscópico predomina, de inicio, a atividade osteoclástica. Os padrões festonados de reabsorção ficam marcados por linhas irregulares de reversão, basófilas, o que cria um padrão em mosaico ou de "quebra-cabeça", ao se seguir a aposição. Nos estágios ativos o osso é envolto por osteoblastos e osteoclastos numerosos. Estes são anormalmente grandes, com muitos núcleos. Mais tarde as células ósseas tornam-se menos numerosas, porem persiste o padrão das linhas de reversão e o quadro de "quebra-cabeça". A medula hematopoética é substituída por tecido conjuntivo frouxo, altamente vascular e quando a doença se alastra, pode resultar hematopoese extra medular.

Lesões por células gigantes resultam, com relativa freqüência, em áreas de doença de Paget no crânio ou esqueleto facial. Sua aparência, comportamento e resposta ao tratamento são similares àqueles dos granulomas centrais de células gigantes. O sarcoma, na doença de Paget, tem uma incidência em 0,1 a 1%, porém existem raros casos não autenticados que envolvam os maxilares. Tal como em tumores de células gigantes, os sarcomas se desenvolvem mais tarde na vida, em pessoas normais.

CARACTERÍSTICAS BIOQUÍMICAS, TRATAMENTO E PROGNÓSTICO.

Os níveis sanguíneos de cálcio e fosfato são tipicamente normais, porém os níveis de fosfotase alcalina, que são maiores de que em qualquer outro tipo de afecção, podem alcançar 700iu/l. Os níveis de hidroxiprolina urinária se elevam durante a fase ativa de reabsorção da doença. Pode se desenvolver hipercalcemia, particularmente em pacientes imobilizados ao leito.

A doença de Paget usualmente se mostra ativa por um período de 3 a 5 anos, quando pode se tornar virtualmente estática. A dor óssea eventualmente se mostre severa, mas o alastramento mórbido poderá provocar colapso cardíaco devido a alta vascularidade de muitos ossos, o que provoca um shunt artérico-venoso. As complicações bucais incluem dificuldade com dentaduras, sangramento ou infecção do osso, particularmente como resultado de tentativa de extração de dentes com hipercementose.

No geral o tratamento mais eficiente é por meio de bisfosfonatos; tal como etidronato dissódico o qual, adsorvido pelos cristais de hidroxiapatita, desaceleram seu crescimento e reabsorção. O reduzido ritmo de renovação óssea permite que as anormalidades bioquímicas retornem ao normal.

O Prognóstico é ruim.

CONCLUSÃO.

Ao estudar esta patologia, concluímos que trata-se de uma doença inflamatória de origem ainda desconhecida, que envolve qualquer osso do esqueleto com predominância nos ossos do crânio e da face, por esta razão e uma patologia geralmente é descorberta por acaso em visitas ao Cirurgião Dentista, quando da solicitação de exames radiográficos panorâmicos, tomográficos, e Bioquímicos para as especialidades de implantodontia, periodontia ou cirurgia Buço-maxilo-facial sendo que 20% dos casos são descorbertos por médicos endrocrinologista, o que o recomendamos intercâmbio dentista-endocrinologista será fundamental, visando as solucionar as complicações bucais e uma melhor condição de vida para a paciente.

ANEXOS:





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Referencia Bibliográficas:



1. Nóbrega LHC, Bandeira F. Doença de Paget óssea. Arq Bras Endocrinol Metab

1998;42:189-97. [links].



2. Bhaskar. S.N.

Patologia Bucal. Doença de Paget. 1989. pág. 325 a 328.



3.Tommasi.Antonio Fernando

Diagnóstico em Patologia Bucal. 1985. Pág. 283



4. Manual MERK SHARP & DOHME index. Capitulo 48 [links].



5. Griz L, Colares V, Bandeira F - Tratamento da Doença Paget Óssea: Importância do ácido

zoledrônico.Arq Bras Endocrinol Metab. Vol.5 N.5 Outubro 2006. ... [links].

quinta-feira, 6 de março de 2008

8 - CASO CLINICO 2: ORTO-PERIO-CIRÚRGICO.

Autor: Santos,Alfredo A.

Paciente, M. J. .A. 45 anos, sexo feminino, compareceu a clínica ORTODONTO, com problema periodontal avançado na unidade 12, com extrusão e supuração. Falta do elementos 15,17 e com diastema entre incisivos 11,21. Foi solicitada os seguintes exames: Hemograma com coagulograma, Glicemia em jejum, Documentação ortodôntica completa,Rx. Panorâmico,
Após avaliação clínica, radiográfica, verificou-se a indicação para enxerto.

A opção do material para o enxerto ósseo, foi Biocerâmica (Fósfo-Calcica Bifásica micro-macro porosa) não reabsorvível da (Osteosynt ®) granulação 20, 40 e 60 micras
e plasma rico em plaquetas que momentos antes da cirurgia, foi coletado o sangue da paciente pelo método da Aférese.
Após o retalho, certificamos da presença de tecido de granulação além da cratera óssea e ausência da tabua vestibular, que comprometia 50% da raiz da unidade 12 e 30% dos incisivo centrais superiores direito. A colagem de brakets superiores de canino a canino e fio de NITINOL 0,18 com elástico em cadeia curto ( Morelli) para fechamento do diastemas, uma semana antes devido a mobilidade dental grau 3.

A CIRURGIA:
A paciente foi medicada 10 dias antes da cirurgia devido supuração intensa, e pela tração do aparelho fixo e do fio de NITI. 0,18 mm e do elástico em cadeia curto (Morelli).
Fazendo uso de amoxicilina 500 mg + acido clavulônico 125 mg. E de um analgésico manipulado pela farmácia de manipulação, o Diclofenaco de Potássio 75 mg.
Fez-se uma incisão na crista óssea, com duas incisões verticais e uma horizontal acima da linha do sorriso para relaxamento, o muco periósteo foi deslocado para o fundo do saco vestibular, seguido de pontos nas duas extremidades para levantamento do retalho.
Com a utilização do ultra-som, fizemos uma profilaxia e remoção do tecido de granulação e restos necróticos, seguido de uma curetagem forte para alisamento radicular e com uma broca esférica cirúrgica de 3 mm. e osteotomia das espículas ósseas, até verificar um osso de boa consistência. seguida de aplicação de ácido fosfórico 37%, durante (1) um minuto, jateado com água destilada da seringa tríplice e curetado novamente, seguida de novo jateamento com água destilada da mesma seringa seguida de irrigação soro fisiológico (NaCl 9%).
E aplicação com seringa descartável uma mistura das soluções hemostática e antialérgica dos medicamentos: hemostop + Otosporin (otosolução).
Após a obtenção do PRP, misturamos 02 gramas de Biocerâmica (osteosynt) com o PRP e cuidadosamente comprimimos a mistura ate compactar na loja óssea, seguida de compressão com gaze estéril para secagem e melhor adaptação do osso e verificar a cobertura radicular. Seguida de nova cobertura de PRP e sutura com fio de Nylon 000 flexível.
E colocação de cimento cirúrgico (Perio Bond) da Dentsply e aplicação de Raios Laser, as aplicações de Raios Laser foram intensificadas da seguinte forma: dia sim, dia não, durante 15 dias, nesta ultima se deu a retirada total dos pontos e do cimento cirúrgico. Com boa cicatrização e regeneração gengival notando-se ainda a intrusão dental e fechamento do diastema no raio do arco dental.
No Pós-Cirúrgico a paciente, foi orientada uma dieta Líquida e pastosa, além de cuidados com a higiene oral, gelo local nas três primeiras horas e bochechos orais com água Oxigenada 10 vol.
A seguir soro Fisiológico de NaCl 9% com um antiséptico oral além das compressas com água morna no local a cada 20 minutos até cessar o inchaço se houver. Após 8 dias foram retirados os pontos e o cimento cirúrgico que apresentava boa cicatrização e aspecto sadio da gengiva.