quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

28 - DOR E DISFUNÇÃO DE ATM .














Autor: SANTOS,Alfredo.A.
Cirurgião Dentista - FOUFBA.
Licenciatura em Desenho e Artes Plásticas - EBA-UFBA.
Pós Graduado Lato Sensu em Ortodontia e Ortopedia Maxilar - UCCB-SP.
Especialista em Administração Hospitalr - UNAERP.
Especialista em Microbiologia - FACCEBA.
Post Graduate training course in the pinciples of Neuromuscular Oclusal,
Diagnosis and tratament.
MYO-TRONICS EDUCATIONAL INSTITUT – U.S.A.

ATM - DOR E DISFUNÇÃO.
O tratamento das desarmonias de crescimento do complexo crânio-facial representa uma das mais importantes atuações do ortodontista, visto que a intervenção em períodos favoráveis do crescimento físico pode evitar a consolidação de más oclusões esqueléticas futuras, quando os tratamentos poderão se tornar bem mais complexos e os resultados sensivelmente mais pobres.

A Ortopedia Maxilar, exerce um papel importante no tratamento das disfunções das (Articulações Temporos Mandibulares ) ATMs , que são em número de duas, uma do lado direita outra do lado esquerda devendo estas trabalharem em sintonia.

Quando estas articulações são afetadas por algum distúrbio de Oclusão, ou seja distúrbios do sistema Estomatognático, outros sistemas corporais tem se modificado.

Temos duas superfícies uma estática e outra dinâmica as quais podem serem afetadas, quando uma das duas apresentam qualquer anomalia.

Segundo, o Profº. Dr. João Alberto Martinez (APCD), que defendeu tese sobre ''Parâmetros Cefalométricos Posturais e Má Oclusão Dentária'' pela USP, afirma que existe uma correlação positiva entre postura mandibular e postura corporal e que, por isso, o diagnóstico do paciente não deve restringir-se à cavidade bucal (oclusão), mas que devem serem avaliados também a coluna vertebral e o comprometimento com o sistema tônico postural do paciente. ''Na anamnese o Cirurgião-Dentista deve verificar se o paciente tem histórico de pés chatos, se tem dores nas costas, se tem dores de cabeça (cefaléias) e quais as regiões da cabeça que doem mais, se tem dores cervicais à direita ou à esquerda, pelo fato de muitas dores nas vértebras cervicais estarem relacionadas ao predomínio mastigatório mais de um lado que do outro da boca'', declara. A amamentação é um fator fundamental para iniciar essa postura mandibular e corporal de forma adequada. Se atribuída ao bebê por um tempo adequado, favorecerá o desenvolvimento mandibular, a boa postura da cabeça e corporal, além de uma boa respiração. ''O primeiro ano de vida é fundamental para a qualidade da mastigação, respiração e da postura corporal para o resto da vida. Se o sistema mastigatório for bem trabalhado, as chances do sistema locomotor ser bem desenvolvido são muito grandes. ''Temos que compreender que o conceito médico de saúde é fazer com que o paciente não precise do aparelho, pois o objetivo do método é a prevenção'', Sinais e Sintomas são observados, através da audição, do tato, através de instrumentos de Diagnóstico ou exames apropriados, tais como Eletromigrafia de Face, Tomografia Computadorizada, Ressonância Magnética, Radiografia Panorâmica, tomografia linear ou Cone Beam e Artrotomografia.



COMO RECONHECER A DTM (Distúrbios Temporo Mandibular).
O paciente percebe que está com Disfunção de ATM ou DTM, quando os primeiros sinais aparecem que são os RUIDOS e apresentam três formas distintas ou quando está com dor e outros sintomas.



1.1 – O Estalo é o primeiro sintoma de disfunção da ATM, os côndilos durante o movimento de abertura da e fechamento da boca realiza de maneira não coordenada, entre o menisco e o côndilo havendo choque entre eles produzindo ruído, o músculo responsável por esta harmonia é o Pterigóideo externo, que age nos movimentos de protusão e lateralidade, puxando os côndilos para baixo e para frente.

1.2 – O Salto, e um movimento não uniforme de abertura e fechamento da boca e o côndilo realiza esse movimento como se houvesse pequenos degraus, fazendo um pequeno salto.

1.3 – A Crepitação, é um som de palha seca sendo pisoteada ou um som areia sendo esfregada contra uma superfície, que já representa um processo degenerativo, pois as superfícies ósseas da cabeça da mandíbula e o osso temporal, já estão com desgaste avançados.


OUTROS SINTOMAS MAIS AVANÇADOS DA DISFUNÇÃO:

2.1 – A Dor – geralmente os ruídos estão associados à dor, que é outro sintoma e está entre os mais comuns, que nem sempre aparece de modo definido, em geral não existe uma história de trauma, porém esta dor aumenta com stress emocional ou após ingestão de alimentos duros, hábitos deletérios ou morder objetos tais como caneta, lápis, palito e etc. Está dor e caracterizada por um grupo de músculos e sua concentração é chamada de “trigger point” que pode se localizar nos músculos temporais, m.pterigóideo externo, M. pterigóideo interno ou ainda à distancia na fronte ou nuca e ainda na coluna.



2.2 – A Vertigem é um sintoma onde há sensação de movimento de rotação ou queda do paciente quando este se encontra parado, confundido com Labirintite. Durante a mastigação os côndilos comprimem de maneira anormal as paredes da cavidade glenóide , podendo haver deslocamento do menisco articular para a porção posterior da cavidade, estes esforços serão transferidos como ondas eletromagnéticas para os ossículos do ouvido, bigorna e martelo, vibrando de modo excessivo a trompa, causando zumbido, diminuição da audição, vertigens e náuseas.

2.3 – O Espasmo muscular – é a contração súbita, de repente e involuntária dos músculos, derivada de uma hiperatividade muscular, onde os músculos elevadores da mandíbula, causa o trismo, contratura excessiva e rígida da musculatura mastigotória, o efeito parecido com o da infecção causada pela Toxina butolínica ou simplesmente do Butox, enrijecimento dos músculos mastigadores. No caso do trismo depende de dois fatores:

1º - Predisponente.

2º - Desencadeante.

O predisponente cria condições propícias para que ocorra o desencadeante, em forma de espasmos musculares. Exemplo: paciente com disfunção de ATM, que é submetido a stress ou tensão nervosa por qualquer motivo, ele contrai involuntariamente os músculos mastigadores, que durante o sono vai ocorrer o BRUXISMO, que se segue por uma hiperatividade muscular intensa, que pode desencadear os espasmos musculares que quando grave, desencadeia o que chamamos de TRISMO. Podendo ser tratada com a reabilitação neuro oclusal (Placas de mordida, Placa miorelaxantes ou JIG), ou seja, reconstrução da oclusão, balanceio oclusal para reequilíbrio oclusal protético ou através das especialidades Odontológicas: Ortopedia maxilar, Ortodontia , Prótese e Dentística e Implantes Osteointegrados.
OBS:Nunca utilize placas de silicone ou placas flexíveis elas é somente para esportes.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

27 - CASO CLÍNICO 6: MUCOCELE LABIAL EM ADULTO.














Autor:
Santos, Alfredo A.
Graduado em Odontologia - FO-UFBA.
Licenciado em Desenho e Artes Plásticas - EBA - UFBa.
Especialista em Ortodontia e Ortopedia Maxilar - UCCB.
Especialista em Radiologia e Imaginologia FO -UFBA.
Especialista em Microbiologia - FACCEBA.
Pós graduado em Implantodontia - ABO-MOC.
Pós Graduação em Administração em Saúde Pública - UNAERP.
Pós Graduação em Comunicação e Jornalismo - UESB.
Membro Titular do Colégio Brasileiro de Implantodontia (CBI).





RELATO DE CASO CLÍNICO:
A Paciente, 30 anos, leucoderma,sexo feminino, compareceu a clinica ORTODONTO, alegando que uma bolha apareceu do nada, porém achava ser do aparelho ortodôntico que fazia uso há dois anos e estava sem as borrachas nos brakets, tipo bengalinha além da coroa provisória acrílica que quebrou no primeiro pré-molar inferior esquerdo.
Ao exame clínico, notou-se um liquido incolor bem fuído que jorrava de dentro para fora, um derrame de saliva que, após cada aplicação de leserterapia, executada dia sim, dia não, a bolha diminuía de tamanho voltando a crescer novamente nos dias em que não era aplicada a laserterapia.
Após dez dias, optamos pela remoção total, onde a peça cirúrgica foi acondicionada em um pote com tampa, encaminhada para exame histopatológico, fixado em formal a 10%.



DADOS DA LESÃO: Localizada no lábio inferior lado direto, à altura do primeiro pré-molar, com aspecto arroxeado e um tecido de consistência fibrosa transparente, decorrente da esclerose do tecido.









DISCURSÃO:
Mucocele labial, geralmente encontrada em crianças e adolescentes, decorrente da ruptura dos ductos de glândulas salivares menores e em conseqüência da extravasão teciduais adjacentes que pode evoluir para CISTO DE EXTRAVAZAMENTO MUCOSO, ou pela retenção de saliva como conseqüência da obstrução parcial ou total do sistema de ductos gerando CISTO DE RETENÇÃO.
Quando a coleção salivar for superficial, o seu aspecto será de uma cúpula de coloração translúcida ou azulada e de superficie lisa com tamanho aproximado de 10 mm. de diâmetro com consistência fluída, não pedunculado e assintomático.






(Figura 2). Aplicação de Laser.
Com história de remissão e exacerbação, mostra-se com nódulos assintomáticos, podendo ter a superficie de cor esbranquiçada por ação do trauma crônico.
Essa forma clinica da mucocele é semelhante ao fibroma, somente definida com o exame histopatológico para definir o diagnóstico. A localização preferencial da lesão é o lábio inferior, podendo ocorrer na mucosa jugal e no ventre da língua ou após perfuração para instalação de Piercings.

TRATAMENTO:

O tratamento é a excisão cirúrgica para minimizar a possibilidade de recidiva, a glândula salivar deverá ser removida e cauterizada com bisturi eletrônico ou laser para selar os ductos e artérias toda e qualquer injuria deverá ser afastada do local.



TÉCNICA CIRÚRGICA: Iniciou-se com a assépcia pré cirúrgica: lavagem do rosto e das mãos com sabão liquido de Clorexcidina a 2% e em seguida faz-se bochecho com antiséptico bucal de clorexcidina a 0,12% durante um minuto.
A seguir foi feita uma incisão reta transmucosa, para dar acesso a lesão com tamanho de 2 cm. e pinçando a lesão e dissecando com uma lâmina de bisturi nº 15, colocando toda lesão para fora seguida da cauterização com bisturi Eletrônico ponta fina para total remoção da lesão, hemostasia local e selamento dos ductos salivares.
Em seguida foi lavada com soro fisiológico e irrigado com uma solução hemostática de Hemostop e Otosporin Solução Otológica, seguida de sutura em forma de X. com fio de seda 4-0 na cor preta, coberto com Omcilon em orabase, sobre a ferida cirúrgica.



(Figura -3). Incisão Inicial.


(Figura - 4). Pinçagem e Dissecação da lesão.


(Figura - 5). Cavidade pós retirada da lesão.


(Figura - 6).Sutura.


(Figura - 7).Final de Caso.

EXAME HISTOPATOLÓGICO: O material foi enviado para o Laboratório de Patologia Clínica: Micro de Vitória da Conquista - Bahia - Brasil.
Exame histopatológico: ESTAMOS AGUARDANDOO RESULTADO PARA CONFIRMAÇÃO DO DIAGNÓSTICO.


(Figura - 8). Lesão em pote Dappen.


BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:


1. TOMASI, A.F. Diagnóstico em Patologia Bucal. 2 ed. S. Paulo: Pancast. 1989.

2. Harrison JD. Salivary mucoceles. Oral Surg 1975; 39:268-78.

3. Largura LZ, Grando LJ, Raul LH, Gil JN. Remoção Cirúrgica de Mucocele.
Revista da APCD 1998; 52:435-438.

4. Regezi JA, Sciuba JJ. Doenças das Glândulas Salivares.In:Patologia bucal:
correlações clinicopatológicas. 1ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1991:162-205.

5. Shafer WG, Hine MK, Levy BM. Lesões físicas e químicas da cavidade bucal.
In: Tratado de Patologia Bucal. 4 ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1987:486-548.

6. Harold DB. Mucoceles and Ranulas. J Oral Maxillofacial Surg 2003;61:369-378.

7. Carneiro Leão J, Gomes DO. Mucoceles características clínicas e tratamento.
Jornal da Radioface 2001;2:4.A

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

26 - FILOSOFIA E MATEMÁTICA /TEOREMA DE TALES USADO NA ODONTOLOGIA














Autor:
Santos, Alfredo A.
Graduado em Odontologia - FO-UFBA.
Licenciado em Desenho e Artes Plásticas - EBA-UFBa.
Especialista em Critica de Artes - EBA-UFBA.
Especialista em Ortodontia e Ortopedia Maxilar - UCCB.
Especialista em Radiologia e Imaginologia FO -UFBA.
Especialista em Microbiologia - FACCEBA.
Pós graduado em Implantodontia - ABO-MOC.
Pós Graduação em Administração em Saúde Pública - UNAERP.
Pós Graduação em Comunicação e Jornalismo - UESB.
Membro Titular do Colégio Brasileiro de Implantodontia (CBI).





O QUE É UM TEOREMA.

Teorema é um termo introduzido por Euclides, em Elementos, para significar "afirmação que pode ser provada". Em grego, originalmente significava "espetáculo" ou "festa". Atualmente, é mais comum deixar o termo "TEOREMA" para apenas certas afirmações que podem ser provadas e de grande "importância matemática", o que torna a definição um tanto subjetiva.
Provar teoremas é a principal atividade dos matemáticos.
É importante notar que "teorema" é diferente de "teoria".
Para se produzir um teorema é preciso demonstrá-lo (i.e., prová-lo), por mais que a demonstração em si não faça parte do teorema (um teorema consiste em apenas uma implicação que pode ser provada). Obviamente, um teorema pode ter mais de uma única demonstração.
Já uma teoria é um conjunto de construções, definições e proposições interrelacionadas que apresenta uma visão sistemática dos fenómenos através de uma especificação de relações entre variáveis com o objectivo de explicar e prever os fenómenos".Ou seja, uma teoria:
(a) deve explicar os fatos observados. (do modo mais simples possível e como ele é)
(b) deve ser consistente com outro(s) corpo(s) de conhecimento e deve fornecer meios
para a sua verificação.
(c) deve ser útil. (uma teoria é um modelo).

A idéia de que afirmações verdadeiras precisam ser provadas, e gera um problema cíclico: a própria prova para determinada afirmação deve ser verdade.
Mas, para que seja aceita como verdadeira neste contexto, será necessária uma prova irrefutável ou seja para ela, uma prova para a própria prova.
Isso se resolve tomando algumas afirmações como verdades a priori, as chamadas hipóteses do teorema (veja que hipótese aqui é bem diferente de conjectura, abaixo).
Chamamos o conjunto das afirmações concluídas (ou seja, aquilo que efetivamente é provado) de tese. O Teorema é, assim, a implicação das hipóteses na tese. É importante aqui ressaltar que as regras de inferência devem fazer parte das hipóteses.
É extremamente comum agrupar várias hipóteses tidas como verdadeiras numa teoria, definido-se como qualquer outra verdade, dentro da teoria, uma implicação destas. Neste caso, tais hipóteses são classificadas ou como axiomas (ou postulados, este último nome mais usado em teorias em Ciências Naturais) ou como definições. As definições são aquelas usadas para reservar palavras, fixando o seu sentido, e os axiomas tratam das relações entre os termos reservados. Para que uma teoria possa ser construída devem haver palavras reservadas aceitas sem definição (os chamados entes primitivos), cujo significado formalmente virá de acordo com os axiomas (o exemplo mais clássico de ente primitivo é "ponto", como usado por Hilbert em Grundlagen der Geometrie (Bases de geometria)). Numa teoria axiomática, apenas as hipóteses novas (que não são axiomas) são apresentadas no enunciado de um teorema.
Deve se notar, também, que o modo que a inferência lógica é feita (o porque de cada "salto" dado entre cada passo da demonstração) faz parte das hipóteses (ou pelo menos algum conjunto de hipóteses que implique nos "saltos" dados), formalmente falando. Em geral esse conjunto de hipóteses que nos fornecem os "saltos" são os axiomas da lógica usada.
Dentro do estudo de Lógica Matemática, o ramo que investiga as demonstrações é chamado Teoria da Prova.
O resultado mais famoso desta é o Teorema da Incompletude de Gödel, o qual afirma que, dentro de certas hipóteses muito razoáveis, em toda teoria axiomática consistente (i.e., sem contradições lógicas) existem afirmações que não são nem verdades nem mentira dentro da teoria, no sentido de que caso alguma delas for considerada um novo axioma, ou caso sua negação for considerada um novo axioma, a teoria continuará consistente. Usualmente deixa-se o termo "teorema" apenas para as afirmações que podem ser provadas de grande importância. Assim, são dados outros nomes para os outros tipos dessas afirmações:

Proposição: é uma sentença não associada a algum outro teorema, de simples prova e de importância matemática menor.

Lema: é um "pré-teorema", um teorema que serve para ajudar na prova de outro teorema maior. A distinção entre teoremas e lemas é um tanto quanto arbitrária, uma vez que grandes resultados são usados para provar outros. Por exemplo, o Lema de Gauss e o Lema de Zorn são muito interessantes de per se, e muitos autores os denominam de Lemas, mesmo que não os usem para provar alguma outra coisa.

Corolário: é uma conseqüência direta de outro teorema ou de uma definição, muitas vezes tendo suas demonstrações omitidas, por serem simples.
Outros termos menos importantes e menos rigoroso, usados quando não se quer usar a palavra teorema.
Regra. Regra é algo que alguém superior impõe pra a sociedade respeitar.

Lei, que também pode se referir a axiomas, regras de dedução e a distribuições de Probabilidade. Lei pode ser: a). Lei, uma regra jurídica que permite, proíbe ou obriga uma conduta humana. b). Lei (ciências), uma regra científica que descreve um fenômeno que ocorre com certa regularidade. C). Lei, uma comuna italiana.

Princípio. Irei tratar do princípio ético.

É o ponto do qual partem suas opiniões, pensamentos e ações, tendo definido o seu princípio tudo o mais será produto do mesmo. Vou demonstrar um exemplo prático: Se o principio de uma pessoa em questão é a paz ela tende a ter pensamentos e atos pacíficos, o pacifismo ocupara o papel de destaque em suas opiniões. Essa linha de pensamento é valida para todos os demais princípios: políticos, religiosos, artísticos e etc.

Algoritmo: Um algoritmo (palavra derivada do nome de um matemático Persa Al-Khwarizmi), é um conjunto finito de instruções bem definidas para a realização de uma tarefa na qual, dado um estado inicial, conduzirá para um estado final correspondente reconhecível (em contraste com heurística). Os algoritmos podem ser implementados em um programa de computador, embora frequentemente de maneira restrita; um erro no projeto de um algoritmo para a solução de um problema pode levar a falhas no programa implementado.

A construção de algoritmos computacionais pode ser feita de diversas formas, e cada "forma" é chamada de linguagem. Essa linguagem pode ser em forma de texto, números, fórmulas, ou gráfico. O produto de uma linguagem é chamado de código, que define o comportamento do computador para a resolução de problemas. Métodos de construção desses códigos também são estudados na Ciência da Computação. Desenvolver esses códigos pode ser também considerado uma arte e se parecer com qualquer produto artístico de outra área do conhecimento humano.

Geralmente, algoritmos são escritos em uma linguagem próxima à da linguagem natural, ou seja, uma linguagem mais facilmente compreendida por um ser humano do que por um computador. Algoritmos podem ser implementados em várias linguagens de programação.

Paradoxo São denominações usadas quando a afirmação vai aparentemente de encontro com alguma outra verdade ou com alguma noção intuitiva. Entretanto, tal termo também pode ser usado para afirmações falsas que aparentem ser verdadeiras em um primeiro momento.

Conjecturas são denominações dadas a alguns teoremas continuam a ser chamados de logo após serem provados (por exemplo, a Conjectura de Poincaré).
O termo conjectura é usado para afirmações que não se sabe se são verdadeiras, e que acredita-se que são verdadeiras, mas nunca ninguém conseguiu prová-las nem negá-las (as vezes conjecturas são chamadas de hipóteses (como em Hipótese de Riemann), obviamente, num sentido diferente do aqui já descrito).

Axioma.é uma sentença ou proposição que não é provada ou demonstrada e é considerada como óbvia ou como um consenso inicial necessário para a construção ou aceitação de uma teoria. Por essa razão, é aceito como verdade e serve como ponto inicial para dedução e inferências de outras verdades (dependentes de teoria).
Na matemática, um axioma é uma hipótese inicial de qual outros enunciados são logicamente derivados. Pode ser uma sentença, uma proposição, um enunciado ou uma regra que permite a construção de um sistema formal. Diferentemente de teoremas, axiomas não podem ser derivados por princípios de dedução e nem são demonstráveis por derivações formais, simplesmente porque eles são hipóteses iniciais. Isto é, não há mais nada a partir do que eles seguem logicamente (em caso contrário eles seriam chamados teoremas). Em muitos contextos, "axioma", "postulado" e "hipótese" são usados como sinônimos.

01. Teorema de Tales.

O Teorema de Tales foi proposto pelo filósofo grego Tales de Mileto, e afirma que: quando duas retas transversais cortam um feixe de retas paralelas, as medidas dos segmentos delimitados pelas transversais são proporcionais. Para entender melhor o Teorema de Tales, é preciso saber um pouco sobre razão e proporção. Para a resolução de um problema envolvendo o Teorema de Tales, utiliza-se a propriedade fundamental da proporção, multiplicando-se os meios pelos extremos. Considerando-se o exemplo da figura, tem-se:





Aplicações do Teorema de Tales.
O Teorema de Tales pode ser aplicado em triângulos que possuem uma reta paralela a um dos lados.





Esquema mostrando validade do Teorema de Tales.






USO DO TEOREMA DE TALES EM ODONTOLOGIA.
O Teorema de Tales e usado na Odontometria Endodôntica ou seja na medida dos canais Radiculares. Coloca-se um limitador (cursor ou "stop") no instrumento para demarcar o comprimento que será introduzido no canal radicular (CRI) Comprimento Real do Instrumento. Esse cursor deverá apoiar-se na porção incisal ou oclusal do dente (ponto de referência) com a finalidade de se obter a mensuração do mesmo.
a) Radiografa-se o dente com o instrumento em posição intra canal. Feito isso, retira-se o instrumento e, para confirmar a medida estipulada anteriormente (CRI), mede-se a distância que vai da ponta do instrumento até o cursor ou seja o stop.
b) Uma vez processada a radiografia, mede-se o comprimento aparente do instrumento (CAI) e o comprimento aparente do dente (CAD), que nada mais são do que os comprimentos do instrumento e do dente vistos na radiografia, respectivamente. O CAI deve ser medido da ponta do instrumento até o ponto de referência onde o cursor foi apoiado.
c) Conhecidos o CRI, o CAI e CAD, podemos calcular o comprimento real do dente (CRD) aplicando a seguinte fórmula:
CRD = CRI x CAD / CAI
d) Uma vez obtido o CRD pode-se determinar o comprimento de trabalho (CT), que o comprimento real do dente menos 1 mm. Onde podemos obturar o canal radicular.
e) A seguir, verifica-se se o comprimento de trabalho (CT) obtido está correto, fazendo-se uma radiografia com o instrumento no interior do canal radicular no CT obtido. A análise da radiografia de confirmação do CT deve mostrar claramente o instrumento no interior do canal radicular colocado 1 mm aquém do ápice radiográfico. Caso essa situação não ocorra, deve-se iniciar a odontometria novamente. Pois está errada a odontometria. Atualmente aparelhos modernos de ultra-sonografia endodôntica, utilizam deste teorema para a odontometria, sem radiografias. Portanto mulheres grávidas podem submerter-se à intervenção cirúrgicas dos canais dentário. Estes aparelhos são contruidos de três formas: a) Localizadores tipo resistência (Corrente Continua), a utilização da corrente continua na medição da resistência elétrica. Leituras a partir de um eletrodo positivo e outro negativo fechando o circuito.
b) Localizadores tipo Impedância (Corrente Alternada)leituras feitas ha partir de altas frequências.
c) Localizadores tipo Frequência (Corrente alternada e outras duas frequências)mede-se com a utilização de duas frequências de corrente alternada para medição da diferença ou quociente entre as duas impedancias.


Bibliografia consultada:

01 - www.mat.uc.pt/~jaimecs/euclid/elem.html - Edição de 1855.
02 - pt.wikipedia.org/wiki/Teorema_de_Tales.
03 - pt.wikibooks.org/.../Teorema_de_Tales:
04 - www.cienciamao.if.usp.br/tudo/t2k.php.
05 - pt.wikipedia.org/wiki/Odontometria .
06 - www.endodontia.com.br/index_arquivos/Justy%20II.pdf.
07 - www.endo-e.com/odontometria.htm
08 - bases.bireme.br/.../online.
09 - www.forp.usp.br/restauradora/metria.htm.
10 - www.patologiaoral.com.br/endo/odontometria.
11 - www.endodontia.com.br/
12 - www.forp.usp.br/restauradora/metria.htm

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

25 - BIOMATERIAIS EM ODONTOLOGIA



Autor:
Santos, Alfredo A.
Graduado em Odontologia - FO-UFBA.
Licenciado em Desenho e Artes Plásticas - EBA-UFBA.
Especialista em Radiologia e Imaginologia - FO-UFBA.
Pós-Graduação Lato Sensu em Ortodontia e Ortopedia Maxilar - UCCB.
Especialização em Microbiologia e Atualidades Comtemporâneas - FACCEBA.
Especialização em Jornalismo/Comunicação - UESB.
Membro Titular do Colégio Brasileiro de Implantodontia.

PÁGINA AINDA EM CONSTRUÇÃO Você pode Auxiliar, nos enviando sugestões, fotos, material didático.


OBJETIVO:
O objetivo deste trabalho e informar a disponibilidade de Biomateriais auxiliares, para enxertos ósseos disponíveis no mercado odontológico e usados pelo autor nas especialidades de Periodontia, Implantodontia e Cirurgia Buco-maxilo-facial.


Os biomateriais são produtos auxiliares no tratamento da regeneração
tecidual, que apresentam alto índice de sucesso e pouco desconforto
para o paciente.
Os biomateriais tem hoje uma importância muito grande não só na
Odontologia como na Medicina e Veterinária. com muitas vantagens e
poucas desvantagem.
Esses agentes tem uma ação quimiotática favorável sobre células, capaz
de acelerar ou ordenar o processo de reparação óssea, povoando o
arcabouço ou leito ósseo, com uma estrutura parecida com uma esponja
que forma uma área porosa que estimula ou induz a formação de células
osteoblásticas e posteriormente transformando em osso.
Diversos biomateriais despontam no mercado Odontológico.
Neste texto descreverei alguns biomateriais disponíveis no mercado para
enxertos osseos, correção de defeitos osseos, estimulação de crescimento ósseo, hemostático ósseo e cirúrgicos que descrevemos a
seguir, segundo seus fabricantes e divididos em dois grupos principais:

A - Biomateriais Osteoindutores - São aqueles que induz uma reparação tecidual, auxiliando na reparação do tecido no local onde este foi colocado, induzindo células mesenquimais indiferenciadas a se tranformarem em Osteoblastos.
B - Biomateriais Osteocondutores - São aqueles que ao serem colocados na cavidade, orientam o tecido ósseo para sua neoformação passando a fazer parte do novo tecido.

Biomaterial Osteoindutores:
1- Osso Autógeno (Osso do próprio paciente).
2- Matriz Orgânica de Osso humano.
3- Matriz Orgânica de Osso Bovino liofilizado
4- Fatores de crescimento Ósseo (BMPs)as chamadas
Proteinas Morfogenéticas do Osso.

Biomaterial Osteocondutor:
1- Sulfato de Cálcio (CaSo4).
2- Fosfato Beta Tricálcico(Ca3(Po4)2.
3- Colágeno.









Triturador Dentoflex, este aparelho quando o osso é triturado rende 3 porções.

COLAGEL - É um adesivo biológico cirúrgico e hemostático, é indicado
em cirurgias médicas e odontológicas tais como: Cirurgias
cardios-vasculares e Torácicas, Neurocirurgias,Oftalmologia,
Urologia,Otorrinolaringologia,Cirúrgia Buco-maxilo-facial, Cirúrgia Ortognática.

Vantagens: Facilidade de manuseio de biocerâmicas mesmo em locais de dificil acesso, rápida hemostasia mesmo em pacientes recebendo medicação anti-coagulante.

Desvantagem: Tem em sua composição formol, que gera calor para dar inicio a polimerização do produto e seus resíduos são muito tóxico aos tecidos humanos.


HIDROXIAPATITA POROSA REABSORVÍVEL - COLHAP 91-Lab.JHS.



















COLHAP-91 - Material osteocondutor e hemostático para enxerto ósseo, é
uma associação de Hidroxiapatita e colageno em forma de espuma. Seu
processo de obtenção do colágeno mantem intacta a configuração
helicoidal de suas moléculas de colágeno, seu arranjo em camadas
propicia uma estrutura fibrosa intensa fundamental na hemostasia.



GENMIX - É uma mistura de osso inorgânico, osso orgânico e aglutinante,
serve para enxerto ósseos em medicina e Odontologia.
É um composto microgranular de origem bovina, biocompativel.
Vantagens: Reparos osseos em menor tempo, excelentes resultados em
seios maxilares,possui componentes da matriz óssea orgânicos e
inorgânicos e colágeno, na otimização do processo de neoformação
óssea.

GENPHOS Ha TCP - É uma Cerâmica fosfocálcica bifásica,
biocompativel para uso em odontologia e medicina, em locais onde ha
perdas ósseas, é composta de Hidroxiapatita e β-Trifosfato de cálcio,
numa proporção de 70/30% aproximadamente, é reabsorvida a medida que
há formação óssea.

GenDerm - É uma membrana biológica de origem bovina, atua como uma
barreira biológica, possui uma permeabilidade que permite a troca de
nutrientes, além de impedir a invasão de células não osteogênicas
favorecendo a regeneração tecidual guiada (GTR-Regeneration Tissue Guided).



HIDROXIAPATITA DA BIONNOVATION - É uma Biocerâmica, utilizada em enxerto ósseo onde a reabsorção deve ser lenta, podendo ser misturada com
sangue do paciente, soro ou PRP (Plasma Rico em Plaquetas) formando
uma matriz mineral porosa, podendo ainda ser misturada com osso
autogeno ou liofilizado de origem bovina e humana.
Vantagens: Grande estabilidade dimensional e não exige do paciente
grandes áreas doadoras de osso.

HIDROXIAPATITA REABSORVÍVEL:
PerioGlas® é um material de vidro sinterizado bioativo particulado para enxerto, que acelera a reparação e regeneração do osso alveolar perdido por causa de doenças periodontais. É composto de : SiO2 45%, CaO 24.5%, Na2O 24.5%, P2O5 6.0% , elementos que existem naturalmente no osso.

Ativado na presença de água, solução salina ou sangue do paciente.Podendo ainda ser misturado com PRP (Plasma Rico em Plaquetas) ou PPP (Plasma Pobre em Plaquetas) Características e Benefícios: Permanece em posição, acomodado no defeito, mesmo com sucção adjacente. É hemostático. É completamente biocompatível - sem risco de rejeição. É radiopaco, Ósseo indutor e condutor - atrai as células ósseas para que se liguem à sua superfície, diferente de outros materiais apenas osseocondutores É 100% sintético - sem risco de transmissão viral ou de Prions É em grande parte reabsorvido pelo organismo de forma lenta e gradual Pode ser misturado a osso autógeno ou liofilizado, acelerando o processo de regeneração em lesões periodontais - dispensa barreiras ou membranas, no caso de recobrimento total do material pelos tecidos.
Indicações: Aumento de rebordo alveolar, Defeitos císticos,Elevação do seio maxilar, Defeitos periodontais tendo como uma das finalidades extraordinárias em pacientes que perderam parte do periodonto com severas retrações gengivas ou doenças infecciosas, podendo repor o osso com enxerto deste biovidro e posteriormente uma nova secção com Cirurgia plástica periodontal, é uma técnica muito confortável.

SURGITIME - (Membrana Absorvível Flexível )
Produzida com um
Co-polímero de Ácido Polilático e Poliglicólico (PLGA) com a inclusão
de um plastificante de constencia flexivel que permite uma boa
adaptação em defeitos ósseos periodontais ou outras situações com
implantes, impedindo a invaginação de células epteliais.

MEMBRANA SURGITIME PTFE - É uma membrana não-absorvível produzida com
Politetrafluoretano, muito flexível que pode ser adaptada tanto no
osso como no periodonto e em várias outras situações clínicas.O politetrafluoretileno consiste num plástico que se obtém por polimerização do tetrafluoretileno de fórmula geral (-F2C-CF2-)n. Este plástico é conhecido comercialmente como teflon e hostaflon. É extraordinariamente resistente aos agentes químicos, suporta temperaturas de 250 ºC e possui boa resistência à aderência. Contudo, a sua transformação é mais difícil do que a maioria dos outros plásticos.
O politetrafluoretileno utiliza-se para artigos técnicos, no lar, para o revestimento de frigideiras e outros utensílios de cozinha (evita que os alimentos se peguem ao cozinhar).
A fibra de politetrafluoretileno é uma fibra de polimerização que se fabrica pelo processo de fiação a partir de massas fundidas e utiliza-se para usos técnicos.
Por se tratar de um material não-reabsorvível é necessário uma segunda
intervenção cirúrgica para a retirada da mesma.

MEMBRANAS GORE-TEX (Membranas não reabsorvíveis)São membranas produzidas de
(e-PTFE) Expanded Polytetrafluoroethylene, utilizado para cirurgias
periodontais e ósseas.






Extra Graft XG-13® é um substituto ósseo composto por 75% de hidroxiapatita (principal componente mineral do osso) e 25% de colágeno do tipo I (proteína mais abundante na porção orgânica do osso), ambos de origem bovina, esterilizado por raios gama.
Apresenta-se como uma matriz de proliferação celular com propriedades indutoras do crescimento ósseo. Este produto também promove intensa agregação plaquetária, o que concorre positivamente para a osteogênese. Osteoblastos aderem facilmente à superfície do Extra Graft XG-13®. Sua arquitetura facilita a penetração e adesão celular, o que promove a neoformação óssea.
O preparo do Extra Graft XG-13® é realizado minuciosamente, permitindo a infiltração de colágeno para o interior de todos os espaços trabeculares da cerâmica óssea (hidroxiapatita). Consequentemente,o Extra Graft XG-13® é dotado de alta ordem molecular e de organização dos cristais1, um importante fator no fenómeno do reconhecimento e adesão celular. Células reconhecem a topografia e a geometria moleculares, sendo desencadeados fenómenos de automontagem ("self assembly") e auto-organização, essenciais para o processo de reparo ósseo.
A associação do colágeno com a hidroxiapatita forma um biocomposto seguro, não apresentando nenhum grau de citotoxicidade e sem relato de reações adversas. Acrescido a este fator, o Extra Graft XG-13® tem excelente aplicabilidade clínica, por ser um material facilmente moldável, branco, flexível, borrachóide e com alta agregação ao defeito ósseo. Tais qualidades tornam o Extra Graft XG-13® uma opção que simplifica a realização dos procedimentos cirúrgicos com boa adaptação deste substituto ósseo à área a ser enxertada.

APRESENTAÇÕES:

O Extra Graft XG-13® apresenta-se sob a forma de blocos, em embalagens individuais contendo l g, 2 g, 6 g, 10 g, 15 g ou 20 g.

INDICAÇÕES:

Extra Graft XG-13® deve ser usado para preenchimento e substituição óssea em caso de lesões e defeitos ósseos em:

1. Cirurgia e Traumatologia buco-maxilo-facial.

2• Ortopedia e Traumatologia.

3• Neurocirurgia.

4• Cirurgia plástica.

5• Cirurgia oncológica.

FUNDAMENTOS:
Nas últimas décadas, a partir dos avanços da bioengenharia óssea tecidual, diferentes materiais têm sido sugeridos como substitutos ósseos, no sentido de funcionarem como arcabouço de matriz extracelular e permitirem neoformação óssea. Diversas propriedades são necessárias a estes substitutos com: bioatividade, osteocondução, osteoindução, biocompatibilidade, biodegradação, além de terem custos acessíveis e serem facilmente produzidos, moldados e estocados.

A h i d r o x i a p a t i t a (HA), [Ca10(PO4)6(OH)2] é uma das biocerâmicas mais frequentemente utilizadas para reconstrução óssea e dentária. Tem excelente compatibilidade com tecido ósseo e alta osteocondutividade. Tal capacidade osteocondutora, permite que funcione como arcabouço para formação óssea. Além disto, apresenta importante bioatividade, apesar de sua lenta taxa de degradação, força mecânica e potencial osteoindutivo,não sendo antigênica nem citotóxica.

O COLÁGENO, por outro lado, é biocompatível, biodegradável e osteoindutor, agindo como sistema de liberação de proteínas morfogenéticas ósseas BMPs. É a proteína mais abundante da porção orgânica do osso, desempenhando neste tecido papel fundamental na interação célula-matriz, tendo atividade moduladora na proliferação, migração, diferenciação e expressão gênica específica das células.

Algumas cerâmicas à base de fosfato de cálcio bovino comercialmente disponíveis têm sido aplicadas in vitro e in vivo com excelente biocompatibilidade e osteocondução. A combinação de colágeno bovino do tipo I com hidroxiapatita sintética e fosfato tricálcio aumentou a formação de tecido ósseo em defeitos radiais de caninos, em comparação com hidroxiapatita e fosfato tricálcio isolados ou associados ou aspirado de medula óssea, tendo também sido demonstrado como um sistema de liberação efetivo. O colágeno extraído de pele ou tendão de suíno ou bovino, com sua antigenicidade reduzida através de processamento químico, é considerado o padrão-ouro para os carreadores de BMP. Tal antigenicidade pode ser reduzida com tratamentos com pepsina e soluções alcalinas fortes e agentes físico-químicos que induzem as ligações cruzadas do colágeno.

Rodrigues e colaboradores demonstraram que no Extra Graft XG-13® as ligações fracas dos grupos carbonato e hidroxiapatita têm o potencial de gerar carbonato-HA em partículas de superfície consideradas muito importantes na adesão celular e futuro comportamento celular. A interação entre os osteoblastos e Extra Graft XG-13® pode ser observada nas figuras a seguir:

CONSIDERAÇÕES FÍSICO-QUÍMICAS

As características físico-químicas e cristalográficas dos biomateriais irão determinar o comportamento das células osteogênicas, contribuindo para o sucesso e qualidade do novo osso formado. O diâmetro médio ideal das partículas de fosfato de cálcio deve estar entre 200-500 µm, sendo que partículas inferiores a 50 µm podem induzir citotoxicidade. Nas biocerâmicas de fosfato de cálcio, a presença de poros com diâmetro médio de 200 - 400 µm funciona como suporte para a invasão vascular e induz migração, adesão, proliferação e diferenciação de osteoblastos no interior dos poros. A presença de interconexões entre os poros é uma importante condição para que os eventos descritos ocorram. Grandes porosidades, aumentam a formação óssea, porém valores maiores que 50% podem levar à perda das propriedades mecânicas do biomaterial. Rodrigues e colaboradores demonstraram que o composto de colágeno e hidroxiapatita presente no Extra Graft XG-13® apresenta macroporosidade ideal, relacionada à interação das partículas de colágeno.

A interação entre as células e o substrato é relacionada com a ligação das células osteogênicas, adesão e espalhamento e a sua qualidade irá influenciar diretamente a proliferação e a divisão celular.

A fase de ligação ocorre logo que o material entra em contato com as células e envolve interações físico-químicas. As fases de adesão e espalhamento ocorrem quando são estabelecidos contatos focais e placas de adesão entre a superfície do substrato e membranas celulares. Receptores de membrana celulares dos osteoblastos, como integrinas, fixam-se em proteínas da matriz extracelular óssea, como fibronectina, osteopontina, sialoproteína óssea, trombospondina, colágeno do tipo I e vitronectina, todos contendo uma sequência Arg-Gly-Asp (RGD). Estas proteínas podem ser adsorvidas in vitro por meio contendo soro ou in vivo a partir de fluidos biológicos e sintetizadas por células osteogênicas após a sua adesão na superfície do substrato.

CARACTERÍSTICAS:

a - Acelera tempo de reparação

b - Biocompatível

c - Arcabouço para osteocondução

d - Permite osteoindução

e - Macroporosidade ideal

f - Interação com partículas de colágeno

g - Geração de complexo carbonato-HA na superfície das partículas

h - Melhor adesão e migração celulares

SEGURANÇA:

O Extra Graft XG-13® foi testado de acordo com as normas do Ministério da Saúde em ensaio de potencial de biotoxicidade in vitro, não tendo sido demonstrado nenhum grau de citotoxicidade.

Em relação aos riscos de transmissão de prions (Prion Protein) por material biológico, o Extra Graft XG-13® pode ser considerado material de baixo risco, já que a hidroxiapatita é submetida a altas temperaturas (sinterizada > 1.100°C por 3 horas). Além disto, o colágeno é extraído de gado rastreado, proveniente de área geográfica de baixo risco (sem relatos de ocorrência de encefalopatias espongiformes - scrapie)Ex: Doença da Vaca Louca - PrPSc (PrP Scrapie). Outro ponto de relevância é que a extração dos materiais nos tecidos bovinos ocorre em áreas de baixo riscos de contaminação no animal: ossos e tendões.


BONEFILL - é osso extraído de fêmur bovino, totalmente desnaturado, isto é, não apresenta porção orgânica que possa induzir a processos imunogênicos do organismo. O osso fresco é triturado e recebe tratamento com produtos que solubilizam estruturas orgânicas como células remanescentes, fibras e proteínas, permanecendo somente a estrutura mineral.

Modo de ação:
Quando aglutinado com soro fisiológico ou sangue do próprio paciente, forma uma matriz mineral com poros adequados para a proliferação endotelial. No primeiro estágio de cicatrização ocorre a migração de vasos através das porosidades, depois ocorre a migração de células formadoras de osso que sofrem diferenciação pelo contato com a apatita, a porção mineral do osso. O processo ocorre entre 6 a 8 meses resultando em um osso de alta densidade formado ao redor das partículas de BoneFill. A grande vantagem do enxerto xenógeno é, além de não exigir área doadora, a grande estabilidade dimensional na área enxertada, enquanto que no enxerto autógeno há perda média de 30% do volume enxertado.

Indicações:

Bonefill é indicado para todas as aplicações de enxertos ósseos, como recobrimento de roscas expostas dos implantes, preenchimento de seio maxilar, aumento de volume de rebordo alveolar dentário, complemento mineral de PRP e pequenas reconstruções. A granulação fina é especialmente indicada para tratamentos de defeitos periodontais.

Apresentação:

16001 - BoneFill granulação fina partículas até 0,6 mm - 0,5 g
16024 - BoneFill granulação média partículas de 0,6 a 1,5 mm - 0,5 g
16001 - BoneFill granulação grossa partículas de 1,5 a 2,5 mm - 0,5 g


GENMIX: Enxerto ósseo bovino compostos.

Exerto ósseo bovino composto e de reabsorção intermediária. Possui matriz orgânica cortical, otimizando a reabsorção e também matriz inorgânica medular, conferindo resistência ao tecido.
Atua com excelente função osteocondutora e possui aglutinante natural composto de colágene, permitindo melhor manipulação. Fácil de manusear, confere maior consistência a massa e resistência ao fluxo sanguínio.

GenMix deve ser utilizado com soro fisiológico ou sangue do paciente.

Indicado para levantamento do seio maxilar e aplicações em implantodontia, periodontia e Cirurgia buco-maxilo-facial, com tempo de reparo previsto entre 7 a 9 meses.

Grânulos microgranular......................(0,25 a 1,0mm)
Doses........................................(0,75 / 1,5cc)


GENOX: Enxerto ósseo desmineralizado de origem bovina.

Matriz orgânica porosa extraida da cortical óssea bovina. Proporciona uma neoformação óssea rápida, com a inveginação de vasos sanguíneos e células para o seu interior.

Estudo em animais indicam a total reabsorção em um período de 90 a 180 dias. Estudos histolôgicos de casos clínicos em humanos mostraram que houve fomação do tecido ósseo totalmente vascularizado com todas as características do osso normal.

GENOX ORG - possui amplo estudo clínico que compara sua eficácia/segurança a deve ser utilizado com soro fisológico ou sangue de paciente. Aplicado em implantodontia, periodontia, buco-maxilo-facial e cirurgias orais ósseas em geral, com tempo de reparo previsto entre 5 a 6 meses.

Grânulos Macrogranular......................(0,25 a 1,0mm)
Grânulos Macrogranular......................(1,0 a 2,0mm)
Doses........................................(0,5 / 1,0 / 5,0 / 10,0cc)


GENPHOS HATCP (Cerâmica fosfocálcica bifásica).

Produto sintético básico composto por Hidroxiapatita e ß trifosfato de Cálcio na proporção aproximada de 70/30%, indicado para preenchimento de defeitos ósseos.

Por ser um material poroso( contendo micro e macroporos), torna-se uma excelente estrutura osteocondutora que permite a vasculaiazação e o crescimento celular, promovendo a neoformação óssea.

GenPhos HA TCP é quimicamente sintetizado, possui alta pureza e é reabsorvido à medida que ocorre o crescimento ósseo.

Grânulos....................................(0,5 a 0,75mm - 1,0 a 2,0mm)
Doses........................................(0,5 / 1,0mm / 5,0 e 10,0cc)

BIOCERÂMICA OSTEOSYNT.
Cerâmicas são produtos minerais obtidos por sinterização a altas temperaturas, com características físico - químicas específicas. Biocerâmicas são esses minerais sinterizados, inorgânicos e biocompatíveis. Assim, estão perfeitamente adequados para uso no organismo dos vertebrados vivos, pois são isentos de reações orgânicas indesejáveis, como processos inflamatórios e imunológicos e outros, eliminando o risco de doenças infecto-contagiosas entre outras.














OSTEOSYNT® tem cerca de 65% de hidroxiapatita e 35% de tricálcio fosfato, além de traços de outros minerais necessários ao organismo, como magnésio, ferro, etc., os quais emulam sua própria matriz mineral.



OSSO EQUINO LIOFILIZADO:
BIOTECK - Divisão odontológica.
A Bioteck é uma empresa Italiana, nascida nos primeiros anos de 1990, com Laboratório em Turim, a qual tive a felicidade de conhece-la e uma sede em Vicenza.
Apresenta os seguintes produtos:


















BIO-GEN® - Tecido ósseo Equino para odontologia, é um material osteocondutivo, natural sem colágeno, reduzido de antígenos, de derivação óssea animal, completamente reabsorvível, assegura uma elevada osteogénese graçaà ausência do processo de calcinação durante a fase de laboratório.
A obtensão se dá através de processos Fisícos-Químicos a uma temperatura maxima de 130ºC em ambiente húmido.
O tecido ósseo final, constituido por uma matriz mineral óssea, com uma estrutura atômica não modificada.
Apresenta três formas de comercialização, cortical, esponjosa e outra mista esponjosa/granular em partes iguais.
PREPARAÇÃO DE USO:
É necessária a reidratação do produto, com uma solução de soro fisiológico (NaCl 9%) estéril.
APRESENTAÇÃO:























Bloco Esponja - BGB-11. - 1 peça = 10X10X10 mm.
Bloco Esponja - BGB-12. - 1 peça = 10X10X20 mm.
Membrana - BCG-01 - 6 peças = 25X25X0,2 mm.
Esponja Granular - BGS-05.- 6 frascos de 0,5 g.
Cortical Granular - BGC-05. - 6 frascos de 0,5 g.
Misto Granular - BGM-05. - 6 frascos de 0,5 g.


OSTEOPLANT® FLEX - Apresenta de duas formas:
Esponja: OTC-S1 - 1 esponja de 25X25X 3 mm. - Osso esponjoso flexível, processado através de processos Físicos-químicos-enzimáticos a uma temperatura de 37ºC. o resultado final e um osso tipo I, com uma matriz óssea desmineralidada.
A fase de desmineralização efetua-se mediante processo eletrolítico sobre os cristais de apatita, que permite que o tecido se dobre sem sofrer fraturas ou rasgar.
Cortical: OTC-C1 - uma peça de 20X20X2,5 mm.
PREPARAÇÃO DE USO: é nescessário a reidratação com soro fisiológico (NaCl) a 9%.







BIOCOLLAGEN® - É uma membrana de colageno natural, proviniente de Equino, reduzido de antígenos,antialérgico, liofilizado preparado para reabsorção total., de 6 a 8 semanas.
APRESENTAÇÃO: Membrana Biocollagen - BCG - 01.- 6 peças de 25X25X0,2 mm.



POLIMERO DE MAMONA.
A partir de 1984, o Grupo de Química Analítica e Tecnologia de Polímeros da
Universidade de São Paulo, campus de São Carlos, passou a desenvolver um polímero a base de moléculas vegetais extraídas da mamona(Rícinus Comunis).
com estrutura molecular semelhante a dos organismos vivos.
A formação de um polímero se dá através da reação química entre um pré-polímero e um
poliol. A mamona possui um grande potencial oleoquímico, que garante o fornecimento de polióis e pré-polímeros a partir da produção de ácidos graxos em larga escala. Além disto, o óleo de mamona, também conhecido como óleo de rícino, pode ser considerado como um poliol natural por conter 03 radicais hidroxilas passíveis de serem usados na síntese de polímeros.
O polímero derivado do óleo de mamona possui uma fórmula molecular ((OM) – PM=928; IOH=162mgKOH/g) que tem mostrado compatibilidade com os tecidos vivos, apresentando aspectos favoráveis de processabilidade,flexibilidade de formulação, versatilidade de temperatura de curva e controle de pico exotérmico na transição líqüido-gel. Possui também excelentes propriedades estruturais, além de não liberar vapores e radicais tóxicos quando implantados e ser de baixo custo.
A literatura apresenta trabalhos em que o polímero de mamona foi implantado em defeitos ósseos, de modo que bons relatos sobre o seu comportamento clínico e biológico têm sido encontrados.
Devido ao crescente interesse pela utilização dos biomateriais para o preenchimento de defeitos ósseos.
Atualmente já estão fabricando placas de polimero e mini parafusos, utilizados em Cirurgia Buco-maxilo-facial de origem traumática e Cirurgia Ortognática.
Este material tem dado exelentes resultados, pois não necessita de um segundo tempo cirurgico para rtetirar a placa ou parafuso pois os mesmos são reabsorvidos pelo organismo. O comportamento deste material após ser colocado sob o periosteo comporta-se ou é reconhecido pelo organismo como uma moléculas de Colesterol, sendo portanto reabsorvidos como gordura, induzindo o periosteo a neo formação óssea de exelentes resultados. Acredita-se que será o material do futuro. biocompatíveis e bem tolerados pelo organismo".
O produto já é aprovado pelo Ministério da Saúde no Brasil e recebeu agora aprovação do FDA, órgão do governo dos Estados Unidos que controla os remédios, estando assim apto para ser exportado para os EUA.
Já esta sendo confeccionados e testados fios deste material em cirúrgias plásticas da face e seios


BLIOGRAFIA CONSULTADA:
01.[Link] http://www.abq.org.br/cbq/2007/trabalhos/12/12-295-441.htm
02.[Link] http://www.baumer.com.br/Genius/Portugues/detModelo.php?codproduto=254
03.[Link] http://www.baumer.com.br/Genius/Portugues/detModelo.php?codproduto=338
04.[Link] http://www.bionnovation.com.br/loja_bio/produtos_descricao.asp?
lang=pt_BR&codigo_produto=.
05.[Link] http://www.correcotia.com.br/vermes/pesquisa/capitulo11.htm.
06.[Link] http://www.dentoflex.com.br/
07.[Link] http://www.editorasaraiva.com.br/eddid/ciencias/prions.
08.[Link] http://www.eincobio.com.br/portugues/faq/faq.php
09.[Link] http://www.infopedia.pt/$politetrafluoretileno>.
10.[Link] http://www.perioglass.com
11.[Link] http://www.scielo.br/pdf/acb/v19n4/a05v19n4.pdf
12.[Link] http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-86502004000400005
&script=sci_arttext&tlng=pt
13.[Link] http://www.proex.reitoria.unesp.br/informativo/WebHelp/2004/edi__o56
/mamona.
14.[Link] http://www.scielo.br/pdf/acb/v19n4/a05v19n4.pdf.
15.[Link] http://www.Jhs.med.br/colhap.htm.
16.[Link] http://pt.wikipedia.org/wiki/Príon.
17.[Link] http://www.biotec.com

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

24 - ESTÉTICA ? O QUE É ISSO?

AUTOR: Santos, Alfredo A.

Estética é um ramo da filosofia que tem por objetivo o estudo da natureza do belo e
dos fundamentos da arte. Ela estuda o julgamento e a percepção do que
é considerado belo,a produção das emoções pelos fenômenos estéticos,
bem como as diferentes formas de arte e do trabalho artístico; a idéia
de obra de arte e de criação; a relação entre matérias e formas nas
artes. Por outro lado, a estética também pode ocupar-se da privação da
beleza,(Estudo do FEIO) ou seja, o que pode ser considerado feio, ou até mesmo
ridículo mas pode ser estético.
A estética tornou-se autonoma como ciência, separando-se da
metafísica, da lógica e da ética, com a publicação da obra Aesthética do
educador e filósofo alemão Alexander Gottlieb Baumgarten, em dois
volumes, o primeiro em 1750 e o segundo em 1758. Baumgarten traz uma nova abordagem ao estudo da obra de arte, considerando que os artistas deliberadamente alteram a
Natureza, adicionando elementos de sentimento a realidade percebida.
Assim, o processo criativo está espelhado na própria atividade artística. Compreendendo então, de outra forma, o prévio entendimento
grego clássico que entendia a arte principalmente como mimesis da realidade.
Na antiguidade - especialmente com filósofos tais como Platão,
Aristóteles e Plotino - a estética era estudada fundida com a lógica e a ética.
O belo, o bom e o verdadeiro formavam uma unidade com a obra. A essência do belo seria alcançado identificando-o com o que era bom, tendo em conta os valores morais.
Na Idade Média surgiu a intenção de estudar a estética independente de outros
ramos filosóficos.
No âmbito do Belo, dois aspectos fundamentais podem ser particularmente destacados:
A estética iniciou-se como teoria que se tornava ciência normativa às custas da lógica e da moral - os valores humanos fundamentais: O verdadeiro, O bom, O belo.
Centrava em certo tipo de julgamento de valor que enunciaria as normas gerais do belo (ver cânone estético);
A estética assumiu características também de uma metafísica do belo, que se esforçava para desvendar a fonte original de todas as belezas sensíveis: reflexo do inteligível na matéria (Platão), manifestação sensível da idéia (Hegel), o belo ne o belo arbitrário natural (humano), etc.
Mas este caráter metafísico e conseqüentemente dogmático da estética
transformou-se posteriormente em uma filosofia da arte, onde se
procura descobrir as regras da arte na própria ação criadora (Poética)
e em sua recepção, sob o risco de impor construções a priori sobre o
que é o belo.
Neste caso, a filosofia da arte se tornou uma reflexão sobre os procedimentos técnicos elaborados pelo homem, e sobre as condições sociais que fazem um certo tipo de ação ser considerada artística.
Engana-se aqueles que não sabem definir sequer uma especialização no
ramo da Odontologia, às vezes os pacientes se sentem lesados quando
Cirurgiões Dentistas, fazem cursos de atualização em dentística e materiais restauradores modernos e dizem ou referem-se como especialistas em Odontologia Estética, transformam um ramo da Arte Moderna, tornando o ramo da Odontologia Restauradora, cuja especialização e denominada: Dentística, e dizem Odontologia Estética, outros dizem eu faço estética, referindo-se à clareamento dental ou recromia dental. O erro do século no BRASIL, profissionais que nem sequer estudaram
filosofia, lógica, escultura, cromoterapia, cerâmica, pintura,geometria tridimensional ou espacial.
Querem transformar a Odontologia em um ramo da Arte Moderna, ai não
seria a Odontologia tratada como ciência e sim um ramo da Arte.
Por esta e outras razões os Portugueses, Alemães etc. Recebem o título de Médico Dentista e os Brasileiros o título de Cirurgião Dentista, e por esta razão somos presos (Exercício ilegal da Profissão) lá somos considerados apenas como Artistas Plásticos. Está na hora de mudar!
Quando observamos com o senso critico, da percepção, da sensação das
cores e da luz incidindo sobre nossos olhos!
Podemos ver trabalhos protéticos de má qualidade, sem brilho
sem luz, sem cor, mas podemos dizer que eles são estéticos mesmo executados por falsos profissionais.
Uma das ações do artista sobre a estética é modificar a natureza, a paisagem com
formas, com cores e volume e formas criadas pelo próprio artista.
Segundo Germano Tabacof, eminente professor de Odontologia, o termo
Obturação está errado e defasado quando se trata das faces dentárias,
porém quando se trata da raiz, ou de um conduto endodôntico podemos
afirmar o termo obturação, na interpretação de Tabacof, significa
encher, socar de uma forma simplista.
Quando se trata das faces dentárias podemos afirmar que é uma
restauração, que na ótica do eminente professor quer dizer, torna-se
compatível biologicamente em cor, forma, função.
Este ramo estudado na odontologia chama-se Dentística Restauradora.
Então concluímos que este termo Estética na Odontologia, não existe.
Porque uma escultura dentária pode ser preta, branca, ou vermelha, mas
pode haver o senso Estético. Denotar o senso do belo ou trazer de
volta sua função original.
Então o que é estética, qual a denominação central para estética:
1.Ciência do belo nas produções naturais e artísticas;
2.Filosofia do belo na arte; Designação aplicada a partir do século XVIII, por Baumgarten, à ciência filosófica (Estética) que compreendeu o estudo das obras de arte e o conhecimento dos aspectos da realidade sensorial classificáveis em
termos tais como belo ou feio.
O ramo da FILOSOFIA a que se dá o nome de «estética» inclui um
conjunto de conceitos e de leis (Cânones)...
A estética é, portanto, o mesmo que filosofia da arte....
Estudando estética no curso de Especialização em Critica de Arte com o professor Romano Gallefi (Escola de Belas Artes - EBA-UFBA), dizia ele:
A estética enquanto disciplina filosófica, surgiu na antiga Grécia, como
uma reflexão sobre as manifestações do belo natural e do belo artístico....
Embora a Estética seja uma disciplina estudada por Artistas Plásticos, Filósofos, Arquitetos, Engenheiros, Designers e Criticos de Arte, ela pode ajudar os Odontólogos e Protéticos a entenderem características e distinção das cores estudando: cores complementares, cores análogas, Cores neutras, calor das cores, Efeito luminoso, Matiz, Intensidade de luz, Textura e Brilho.
Participando do 1º Congresso Nacional de Cores na Bahia, realizada pelo Centro de Pesquisas e Documentação da Arte Moderna e Pós-Moderna em 1981, pude conversar e interargir com grandes mestre e estudiosos das cores, tais como o Professor Simão Goldmam que fazia uma síntese do seu livro “ A psicodinâmica das Cores”, o professor Israel Pedrosa, com seu belíssimo livro “ Da cor à cor inexistente” que dizia assim A cor não tem existência material, é apenas sensação produzida por organizações nervosas sob a ação da luz. Mais precisamente, é a sensação provocada pela ação da luz sobre o órgão da visão, o olho.

Seu aparecimento está condicionado à existência da luz, objeto físico agindo como estímulo e o olho, aparelho receptor, que funciona como decifrador do fluxo luminoso, decompondo e alterando através da função seletora da retina. Existe uma patologia denominada Daltonismo, onde o paciente enxerga as cores de forma distorcidas, percebendo apenas as cores vermelha e verde como cinza.

A sensação é chamada de colour vision e o estímulo é conhecido por hue, teinte, matiz. Os estímulos causam as sensações cromáticas e praticamente se dividem em cores de luz e cores de pigmentos.

As cores de luz, ou luz colorida, é a radiação luminosa visível que tem como síntese aditiva a luz branca. Sua melhor expressão é a luz solar, por reunir de forma equilibrada todos os matizes existentes na natureza.

A cor pigmento é a substância material. É a própria tinta que conforme sua natureza absorve, refrata e reflete os raios luminosos componentes da luz que se difunde sobre ela. Isto é, a cor chamada de verde é aquela que absorve quase todos os raios da luz branca incidente no objeto e reflete para nossos olhos apenas as tonalidades dos verdes.
A cor que absorve todas as outras, não refletindo nenhuma, é o preto puro.

Referencias:

1. http://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A9tica.

2. http://www.consciencia.net/filosofia/estetica.html.

3. Aristóteles. Poética. São Paulo. Ed. Ars Poética. 1993.

4. Hegel, G. W. Cursos de Estética. São Paulo: Edusp, 2001/06. 4 vols.

5. Suassuna, Ariano. Iniciação á Estética. Rio de Janeiro. Ed. José Olympio,2004

6. Tabacof, Germano, Princípios Gerais do Preparo de Cavidades.
Salvador, Universidade Federal da Bahia, 1971.

7. Israel Pedrosa. Da cor à cor inexistente, 9ª Edição 1980.

23 - CORES PARA SAÚDE.

Autor: Santos, Alfredo A.

Todos os seres vivos na terra dependem da luz da solar. Todos os ciclos vitais, tais como o sono e toda bioquímica do corpo depende da luz. A importância do Espectro sobre a nossa vida e a sua utilização desde a mais alta antiguidade: Heliotropia, cromoterapia e o diagnóstico pelas cores...
Em 1665, o físico Isaac Newton descobriu que a luz branca se decompunha em (7) cores fundamentais ao atravessar um prisma triangular. Estas (7) sete cores correspondem a vibrações diferentes do espectro luminoso.
Continuamos, contudo, a ignorar que as cores fazem parte integrante do nosso meio ambiente e que elas afetam o nosso comportamento. Na homeopatia já sabemos que as doses infinitesimais revela-se, as vezes mais eficazes que os extratos puros de certos medicamentos; da mesma forma, as cores agem num nível sutil sobre o nosso ser.
Como dizia o filósofo alemão Goethe: “A luz e as cores se encontram entre elas numa relação muito precisas.”
Sem dúvidas os fenômenos da cor e da luz não podem ser percebidos sem os olhos.
Como dissemos acima, o físico Isaac Newton (1643 – 1727), decompondo um raio solar com ajuda de um prisma transparente, provou que a luz se decompõe de uma mistura de radiação coloridas de comprimento de ondas diferentes Ele enumerou sete (7) cores básicas que seguem numa ordem invariável:



Fonte: Imagem do Wikipédia.






Cores do espectro visível
Cor Comprimento de onda e Freqüência
vermelho
~ 625-740 nm ~ 480-405 THz
laranja
~ 590-625 nm ~ 510-480 THz
amarelo
~ 565-590 nm ~ 530-510 THz
verde
~ 500-565 nm ~ 600-530 THz
ciano
~ 485-500 nm ~ 620-600 THz
azul
~ 440-485 nm ~ 680-620 THz
violeta
~ 380-440 nm ~ 790-680 THz
Espectro Contínuo



As radiações de ondas curtas, (violeta, índigo, azul) são mais fortemente refratadas, que as ondas longas (laranja, vermelho).
Os raios que refratam melhor estão acima; e os menos refratados embaixo.


QUADRO DE RECAPITULAÇÃO DAS PROPRIEDADES CURATIVAS DAS CORES.
(SEGUNDO DINSHA – 1939)

AMARELO LIMÃO : Antiácido, estimulante Cerebral, Laxativo,Expectorante, Agente remineralizador.

VERDE PURO: Desintoxicante, Anti-Séptico, Bactericida, Favorece a Musculatura, Estimulante da Pituitária.

AZUL TURQUEZA: Depressor cerebral, Estimulante da pele, Tonico.

AZUL PURO: Diaforético, Febrífugo, Estimula a vitalidade, Antiálgico, Antiprurido, acalma as irritações.

AZUL ÍNDIGO: Estimulante da Paratireóide, Estimula o Baço, Calmante Geral, Depressor cardíaco e linfático.

VIOLETA OU PÚRPURA: Estimulante das Veias, Vasodilatador, Hipnótico, Antipirético, Analgésico, Depressor Renal, Antipaludiano.

MAGENTA (Vermelho com azul): Estimulante Cardíaco, Diurético, Armoniza as Emoções.

ESCARLATE (VERMELHO DO FOGO): Estimulante dos Rins, Afrodisíaco, Vasoconstrictor, Emenagoco, Estimulante Arterial.

VERMELHO PURO: Antianêmico, Estimulante do fígado, Estimulante sensorial, Vesicante,
Favorece a Hemoglobina.

AMARELO LARANJA: Estimulante Respiratório, antiespamódico, Anti-raquitíco, Emético, Galactagogo.

AMARELO PURO: Estimulante Motor, Digestivo, Tônico dos Nervos, colagogo, antielmíntico.


CONCLUSÃO:
Hoje sabemos e não é mais novidade, não só a cura pelas cores como também o vasto uso da cor associada com a Odontologia: Vários aparelhos tais como: Laseres de alta e baixa potência, Fotopolimerizadores, Raios Ultravioleta, Raios – X, Ultrasonografia, Tumografia Computadorizada, Fotografia Kirlan e futuramente Ultrasonografia Endodôntica Computadorizada, Densiometria Óssea colorida e outros aparelhos os quais poderemos definir e modular a vibração da cor, para os estados emocionais e de ansiedade dos pacientes e como fontes curativas.
Hoje um exemplo no dia a dia dos consultórios Odontológicos é o fotopolimerizador de luz azul (LED), que serve para o claremento dental, polimerização de resinas Restauradoras, seu campo de atuação hoje ainda é na compatibilidade biológica sua principal aplicação.

Fonte: Palestra Apresentada no mini Curso: II Mostra de Ciência e Matemática, promovido pelo ( PROCIEMA) e Departamento de Ciências Exata da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, em 28 de Novembro de 1998.Pelo Prof.Dr.Alfredo Santos.

22 - COISAS SEM NEXOS: CIRURGIÃO DENTISTA É ARTISTA PLÁSTICO OU MÉDICO?

Autor:Santos,Alfredo A.
Licenciado em Desenho e Plástica.
Pós-Graduado em Critica de Arte.
Bacharel em Odontologia.
Pós graduado em Microbiologia, Ortodontia e ortopedia Facial.



Quando D. Pedro, autorizou o funcionamento dos cursos de medicina e odontologia na Bahia e no Rio de Janeiro, havia a figura do Cirurgião Barbeiro, os saca-mulas (arrancadores de dentes) e os Sangradores.
Uma forma de Legalizar estas figuras estereotipadas que socorria o povão da roça.
Lembro-me bem quando eu era monitor da disciplina Anatomia Artística, no curso de Desenho e Plástica, ainda fiz dissecação de cadáveres no porão da antiga faculdade de Medicina, no terreiro de Jesus, no bairro do Pelourinho na cidade do Salvador da Bahia, como era chamado. E onde funcionava o antigo curso de Odontologia.
Estamos, numa sociedade consumista, elitista e discriminalista.
O fato de ter me formado, no curso de Odontologia, eu deveria ser Odontólogo.
No meu diploma tenho o titulo de Cirurgião Dentista, se eu estivesse estudado em Portugal eu receberia o titulo de Médico Dentista, um profissional Médico, tanto faz eu ser especializado em ginecologia, obstetrícia, ortopedia, otorrinolaringologia, eu sou médico!
No Brasil, somos sub profissionais da saúde, discriminados perante a lei em qualquer parte do mundo.
Mesmo eu me especializado em Cirurgia Buco-Maxilo-Facial, eu não sou médico especialista.
Meu salário é menor, minha carga de trabalho é maior e mal remunerada.
Em Portugal eles prendem o profissional com titulo de Cirurgião Dentista, por exercício ilegal da profissão. Lá nos somos considerados apenas ARTISTAS PLÁSTICOS, pelas belas próteses que fazemos, ou pelas esculturas dentárias tão belas e raras que aprendemos fazer nestes longos cinco anos de Academia. Será que, no mundo tem melhores que nós.
Até nossos pacientes, a nós discriminam, e diz “ hoje vou no meu dentista” e nunca ao Cirurgião Dentista!
Este titulo de Cirurgião Dentista, deveria ser dado ao profissional formado em Odontologia que tivesse a especialização em Cirurgia Buco-maxilo-facial.
Dentista deveria ser o fazedor de dentes tipo: Vip, Dentron etc.
Deveria ter mais respeito por esta profissão tão nobre e tão pouco valorizada, esta na hora de mudar, ou muda o nome do curso, ou muda as leis inconsistentes e arcáicas.
E a equivalência salarial? Odontologia é hoje sem dúvidas o curso mais caro do BRASIL, e em conseqüência depois de formados andamos mendingando trabalhos, não temos financiamento do governo a longo prazo, nem em troca de serviços no SUS, porisso o SUS também não funciona, se este tipo de troca entrassem em vigor no Brasil não teríamos desdentado e o índice de doenças: Cardíacas,Respiratórias, alérgicas e infecto-contagiosas beiravam ao zero absoluto. As empresas de convênios a cada dia aumentam as audácias pagam CR$. 10,00 em uma restauração, e se quizer receber tem que abrir uma firma na Prefeitura, ai tem que pagar 5% de cada paciente, tem que pagar o CROBA Duas vezes como Cirurgião e como Clínica além do Sindicato o INSS também.
Aqui no Nordeste ainda somos campeões de Desdentados e portadores de próteses Totais. E por não sermos corporativos, somos espoliados, e não temos apoio de nenhum órgão! só cobrança? Outra coisa que tem que mudar é a forma do ME (Ministério da Educação) com relação os cursos, não temos uma Educação Continuada, respaldada pelo CFO, as disciplinas, os cursos que fazemos não tem validade para outros cursso, temos que fazer tudo de novo, seu nome você fazendo um determinado curso não está nos arquivos do CFO (Conselho Federal de Odontologia) e muito menos no ME(Minitério de Educação).